Startup americana produz couro sustentável a partir de cogumelos

A startup MycoWorks, de San Francisco, resolveu usar cogumelos em um processo de biofabricação para fazer crescer um material similar ao couro animal a partir de fungos. Para desenvolver o tecido ecológico, a empresa usa micélios que formam a estrutura base da espécie Ganoderma lucidum.

Para produzir uma peça do tamanho do couro de um bovino, são necessárias três semanas. Já para conseguir extrair o material do animal é preciso, em média, 3 anos para abate-lo.

Com a tecnologia, há um aumento de produtividade, o que consequentemente deixa o produto mais barato. Além disso, no processo de fabricação não consta nenhuma matéria-prima com material não renovável, o que reforça o conceito de sustentabilidade.

Dentre as vantagens apresentadas, há ainda a de ser possível moldar a fibra natural afim de fazer com que ela passe a ter a forma e a textura desejadas. Com isso, é possível desenvolver cintos, bolsas e jaquetas, dentre outros produtos, que sejam feitos de fibras naturais, flexíveis, duráveis e resistentes à água.

Startups de Saúde: conheça 3 projetos de destaque acelerados pelo FIEMG Lab

Oportunidades não faltam para quem quer investir em uma startup de saúde. Como o setor ainda é tido como tradicional, principalmente no trato entre médico/paciente, existem inúmeras dores a serem solucionadas para que tratamentos – e até mesmo relacionamentos – possam ser aprimorados de forma a tornar os procedimentos e convívio mais dinâmicos e funcionais.

Neste momento de transição em que a transformação digital provoca a todos os segmentos a buscar redução de custos, aumento de produtividade e eficiência, as startups Biomimetic Solutions, Psicologia Viva e 3D Virtual Care, integrantes da 3ª Fase do Programa de Aceleração FIEMG Lab Novos Negócios trazem soluções inovadoras para o mercado de saúde. Confira!

Produção de tecidos e órgãos fora do corpo humano

A spin-off acadêmica Biomimetic Solutions, acelerada pelo FIEMG Lab, traz para o mercado de Engenharia de Tecidos uma tecnologia que combina Engenharia de Materiais e Biologia Celular para produção de tecidos e órgãos humanos em laboratório. O que parece ficção científica tem grande potencial de mercado pelo impacto social, redução de custos e qualidade do processo oferecido às indústrias de cosméticos e farmacêutica.

Para tanto, a startup produz matrizes tridimensionais, conhecidas como scaffolds sintéticos, feitas a partir de um polímero biodegradável que possui propriedades regenerativas e bactericidas que substituem as bases de colágeno já existentes no mercado. Como resultado obtém-se tecidos e órgãos que podem ser usados em implantes, testes clínicos e terapias.

A tecnologia criada pela empresa diminui custos pelo fato de o polímero ser 80% mais barato que o colágeno, que além do alto valor agregado tem também maior variação de lote pelo fato de ser originado de animal.

A startup, que chegou ao FIEMG Lab com o produto em desenvolvimento, já avançou no desenvolvimento e nos contatos comerciais. Após ganhar o primeiro lugar no Startup Games em 2017, foi considerada recordista mundial em arrecadação de fundos virtuais nas rodadas de negociação do evento.

Orientação Psicológica Online

O número de pessoas com transtornos mentais é crescente em todo o mundo. Os últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2015 apontaram que 322 milhões de pessoas haviam sido diagnosticadas com depressão, número esse que mostrou um crescimento de 18,5% em relação aos dez anos anteriores. Aliado a esse problema, existe ainda o do excesso de tarefas e de informações que sobrecarregam o dia e que, muitas vezes, impossibilitam a busca por orientação psicológica.

Por identificar que existia uma grande demanda de pessoas em busca de tratamentos psicológicos e por enxergar a possibilidade de oferecer serviços que atendessem a elas de forma não presencial é que surgiu a Psicologia Viva.

A startup, que é acelerada pelo FIEMG Lab, desenvolveu uma plataforma online que conecta psicólogos de todo o Brasil a pacientes em localidades diversas. O sistema funciona da seguinte maneira: primeiro, o paciente informa o problema enfrentado, escolhe um tema relacionado à questão e o dia em que deseja o atendimento. A partir destas informações, uma lista de profissionais é disponibilizad, com dados que contemplam formação, título, valor da sessão, avaliação e duração da consulta.

Selecionado o profissional de interesse, o paciente faz o agendamento, paga a consulta e recebe o atendimento online no dia e horário marcados por meio de uma videoconferência. Todos os softwares envolvidos na conversa possuem criptografia e conexões seguras.

O sucesso da empresa já pode ser visto pelos atendimentos feitos em 2017. Nesse ano, a Psicologia Viva intermediou mais de 4300 atendimentos, sendo que 28% foram específicos do mercado B2B – seguindo orientações de mentores do FIEMG Lab para ampliar a escalabilidade do negócio. Atualmente, a empresa está em processo de internacionalização e mantém importantes conexões no Chile e na Argentina.

Reabilitação Física e Cognitiva mais interativa

O conceito de jogos virtuais passou a ser, além do simples entretenimento, usado também em tratamentos médicos para favorecer a reabilitação física e neurológica de pacientes com comprometimentos motores e neurais. Conhecido como gameterapia, a tecnologia é usada pela startup 3D Virtual Care para oferecer suporte ao tratamento médico e potencializar o ganho de autonomia em pacientes.

A plataforma desenvolvida pela empresa funciona de maneira customizada e pode ser usada em clínicas ou na casa do paciente – com acompanhamento remoto do profissional de saúde. Após identificar a dificuldade motora específica de cada usuário, um sensor lê e calibra os movimentos para adaptar o corpo aos jogos e fazer com que a plasticidade cerebral seja capaz de criar novas conexões e, com isso, reabilitar o cérebro.

A solução desenvolvida pela empresa está sendo usada em 5 estados e já atendeu a mais de 6.500 pacientes. A expectativa dos gestores da startup é a de levar a tecnologia para todo o Brasil.

Agora que você conhece as startups de saúde aceleradas pelo FIEMG Lab, traga seu projeto para a 2ª Jornada do Programa de AceleraçãoFIEMG Lab Novos Negócios. O edital será lançado em fevereiro, mas a pré-inscrição já pode ser feita. Fique ligado na nossa fanpage para outras informações!

Como ser selecionado em um programa de aceleração de startups? Confira 8 dicas!

Empreender é um desafio, mas as dificuldades podem ser minimizadas quando um projeto conta com o apoio de um programa de aceleração de startups. E para valer-se dos benefícios oferecidos por uma aceleradora, é preciso participar de processos seletivos que estão cada vez mais concorridos.

Para fazer com que uma startup tenha destaque frente às concorrentes e, dessa forma, seja escolhida para participar de uma aceleração, vale seguir as 8 dicas que listamos abaixo. Confira!

1 – Monte uma equipe multidisciplinar

Uma startup pode vir a pivotar o produto ou serviço desenvolvido a qualquer momento. Por isso, aceleradoras, assim como os investidores, preferem apostar mais em equipes empreendedoras do que em projetos.

Para fazer com que um projeto ressalte aos olhos dos avaliadores, monte um time com competências e vivências diversas, que possua habilidades complementares.

2 – Informe experiências empreendedoras anteriores

Mostrar que os profissionais que compõe o time já empreenderam, mesmo que em outras áreas, demonstra que a equipe tem conhecimento dos desafios e oportunidades que surgem constantemente quando se está à frente de um novo modelo de negócios.

Ter vivenciado tais experiências potencializa as chances de a startup dar certo, o que a sobressai perante outras em um processo de seleção para aceleração.

3 – Comprove vivências técnicas

Propor uma startup do agronegócio, por exemplo, sem nunca ter trabalhado neste segmento, pode ser um fator dificultador para o crescimento da empresa. Sendo assim, possuir profissionais no time que já tenham experiência na área é importante para que a equipe tenha um olhar mais sistêmico e prático sobre as dores e as soluções a serem implementadas.

4 – Tenha um projeto inovador

Quanto mais nova (e viável) for a ideia de uma startup, maiores serão as chances de o projeto ser selecionado para entrar em um programa de aceleração. Por isso, é importante entender bem as dificuldades relacionadas à ideia do negócio e trabalha-las de forma a gerar impacto na sociedade e na economia.

5 – Fique atento à escalabilidade do negócio

Outro fator bastante observado para escolher uma startup para ser acelerada é a potencialidade de escala do negócio. Para saber se a empresa pode vir a crescer e a corresponder a esse quesito, procure entender os custos variáveis e entenda como eles podem mudar de acordo com o aumento de clientes.

6 – Demonstre capacidade relacional

Na descrição do projeto, gravação de um vídeo ou em uma entrevista presencial, mostre a capacidade que os empreendedores têm de realizar conexões com outras pessoas e de ampliar o networking.

Mesmo que um dos propósitos da aceleração seja o de conectar empresas e profissionais estratégicos às startups, é necessário que os integrantes da equipe consigam aproveitar as oportunidades que surgirão para vender os produtos e serviços que comercializa.

7 – Comprove a proposta de valor para o mercado

Estudar o mercado e os públicos que serão impactados com as soluções propostas pelas startups é fundamental para que a equipe consiga comprovar para a aceleradora quais serão os reais impactos que o novo modelo de negócios trará para o mercado nacional e internacional.

Por isso, é importante apresentar a relevância do problema para mostrar quais os benefícios da solução proposta pela startup.

8 – Fale sobre testes e validações

Caso a startup já tenha passado por programas de pré-aceleração ou de aceleração, e tenha tido a oportunidade de moldar a proposta da empresa – por meio de testes e de validações -, comunique o fato ao programa que pretende fazer parte.

Quando esta etapa já foi vivenciada, mesmo que ainda existam outras verificações a serem feitas, os recrutadores conseguem perceber que a empresa está mais madura para alavancar o negócio.

Startups do agronegócio: veja como as tecnologias revolucionam esse mercado

A população mundial cresce vertiginosamente. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) preveem que até 2030 existirão 8,6 bilhões de habitantes em todo o mundo. Atualmente, esse número é de 7,3 bilhões. E com toda essa ascendência, as demandas relacionadas à eficiência na cadeia produtiva tornam-se maiores. Neste cenário, as startups do agronegócio, também conhecidas como agritechs, reforçam a importância dos produtos e serviços nos mercados nacionais e globais.

De acordo com levantamento realizado pela Startse, existem no Brasil 500 startups voltadas para o segmento agro em um mercado potencial de Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 535,40 bilhões (2017). Como as produções batem recorde ano a ano, esse é o segundo mercado mais promissor para as startups brasileiras.

Tecnologias para levar o nome do país mundo afora não faltam. No FIEMG Lab, três startups tiveram destaque e ficaram entre as 15 selecionadas para a 3ª fase da 1ª jornada do programa de aceleração.

Conheça agora a Scanner Bovino, NextAgro e AgroWet, startups do agronegócio. Confira!

Visão computacional facilita gestão zootécnica de rebanhos

Desenvolvida por dois estudantes e um professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a Scanner Bovino é uma plataforma digital que aumenta a eficiência do manejo bovino ao permitir o controle sobre os animais no pasto.

Por meio de um aplicativo disponível para smartphone, os algoritmos da tecnologia fazem a leitura do número do brinco do animal, valendo-se da câmera do celular. A partir desta atividade, os dados são enviados para uma plataforma de controle web que possui inteligência artificial para auxiliar na gestão do rebanho.

Outra atividade realizada pela startup é a de instalar câmeras fixas ao longo do pasto para automatizar o controle do rebanho, que pode ser ainda integrado a outros dispositivos da área como, por exemplo, uma ordenha mecânica.

Com toda a tecnologia, informações estratégicas ficam disponíveis em um dashboard e ajudam os profissionais da área na execução das atividades, o que proporciona aumento de produtividade e eficiência a um custo reduzido. Atualmente, a startup possui mais de 250 licenças comercializadas.

FOTO: ACERVO SCANNER BOVINO

Controle e monitoramento de sistemas de irrigação

Outras duas soluções aceleradas pelo FIEMG Lab apresentam ao mercado uma tecnologia que permite o controle, o monitoramento e a inteligência dos sistemas de irrigação no campo. As startups Agrowet  e NextAgro possuem soluções similares, com especificidades que contribuem para a economia dos recursos hídricos e energéticos ao mesmo tempo em que aumentam a produtividade nas lavouras.

Agrowet

A startup permite que uma plantação seja irrigada à distância de maneira automática por meio de um aplicativo para smartphone. A solução desenvolvida possibilita a integração de dados como o tempo de irrigação, vazão e precisão.

Além da inteligência na molha das plantações, o sistema permite ainda a identificação de falhas no processo, o que ajuda a prevenir desperdícios e a intervir imediatamente em casos de falhas ou rompimentos nas tubulações.

Nos primeiros 4 clientes que atendeu, a empresa conseguiu gerar uma economia de quase 3 milhões de litros de água.

FOTO: ACERVO AGROWET

NextAgro

Por meio de pivôs centrais instalados e conectados à smartphones, toda a plantação controlada pela NextAgro é irrigada de maneira automática, seja de forma presencial ou remota. Com a tecnologia é possível saber como está a umidade, assim como a temperatura, tanto do solo quanto do ar – o que permite encontrar o momento certo para banhar um terreno.

Além de possibilitar o desligamento manual ou automático do pivô, a startup oferece também uma estação meteorológica acoplada ao controlador central, o que faz com que o sistema detecte chuvas e pare o mecanismo nos casos em que a irrigação não é necessária.

Todos os dados captados nesse sistema ficam disponíveis para o agricultor em um banco de informações que pode ser acessado por meio de um aplicativo.

Atualmente, a empresa já controla quase 1000 hectares e reduz entre 10% e 15% o consumo de água dos clientes que atende.